O que é a Periodontologia?
A Periodontologia é a especialidade que se debruça sobre o tratamento e prevenção das doenças dos tecidos duros e moles (ossos e gengiva) que sustentam os dentes e os mantêm na sua posição, nos maxilares.
Além de suportar os dentes, a gengiva e os ossos maxilares têm algumas funções muito importantes, tais como:
Agir como um amortecedor durante a mordida e a mastigação, ajudando a evitar danos nos dentes, causados por forças excessivas;
Manter os dentes nas suas posições, para que trabalhem em conjunto, de forma eficiente e confortável durante a mastigação.
Através desta especialidade da Medicina Dentária, que significa, literalmente, “ao redor do dente”, também é possível tratar as desarmonias gengivais, quer sejam por excesso ou por falta de gengiva.
Tempo de Tratamento
60-90 Minutos
As patologias tratadas pela Periodontologia
As doenças periodontais dividem-se em 2 grandes grupos: a gengivite e a periodontite. Ambas consistem em inflamações ou infeções dos tecidos ao redor dos dentes, como resultado da acumulação de bactérias. Mas enquanto a gengivite se limita à gengiva, a periodontite consiste na fase avançada da doença periodontal, que passa da gengiva para o osso.
- Gengivite
A gengivite leve causa pouca ou nenhuma dor, podendo até ser impercetível. Numa primeira fase, as bactérias causam apenas a inflamação da gengiva, por isso, uma gengivite é uma patologia reversível.
No entanto, se não for tratada, a gengivite pode tornar-se severa. Alguns dos possíveis sintomas são o inchaço das gengivas — quando estas ficam vermelhas, sensíveis ou sangram —, o seu recuo ou o afastamento dos dentes, mau hálito, mau gosto na boca e dentes “moles”.
Se esta situação inicial não for resolvida, as bactérias podem atingir o osso, causando uma periodontite.
- Periodontite
Os sintomas da periodontite são semelhantes aos da gengivite, mas junta-se ainda a sensibilidade dentária e a dor ao mastigar. Esta situação conduz a uma perda de suporte do dente, provocando a sua mobilidade e, em casos mais severos, a perda do dente.
O stress, o tabagismo, fatores genéticos ou doenças como a diabetes aumentam o risco do aparecimento da periodontite.
A periodontite afeta mais de metade da população e é responsável pela maior parte da perda de dentes em pacientes adultos. Por isso, as doenças periodontais não devem ser ignoradas, mas sim tratadas o quanto antes, para evitar problemas orais mais graves.
- Mucosite e peri-implantite
A mesma sequência e gravidade de doença aplica-se a pacientes com implantes dentários. No entanto, nestes casos, as patologias têm os nomes de mucosite (correspondente à gengivite) e peri-implantite (correspondente à periodontite).
Os tipos de tratamentos da Periodontologia
- Um detalhado exame clínico e radiográfico fornece a informação necessária para desenvolver um tratamento específico e eficaz.
- Uma vez diagnosticada a gengivite ou periodontite, é realizado um tratamento de descontaminação das raízes e eliminação da placa bacteriana e tártaro.
- Ensina-se ainda ao paciente o melhor método de escovagem dos dentes e de remoção de placa bacteriana interproximal (zona de contacto entre os dentes), através da utilização de fio dentário e/ou escovilhões. É fundamental que o paciente aprenda a fazer uma correta higienização oral e que a mantenha.
- Em situações mais avançadas, pode ser necessário realizar pequenos atos cirúrgicos, para poder aceder à superfície das raízes, que se encontram abaixo do nível da gengiva. As novas técnicas cirúrgicas permitem um tratamento mais preciso, conservador e regenerador.
- Por fim, o processo de cicatrização e eliminação da doença é mais rápido e eficaz.
O passo a passo do tratamento periodontal
- Diagnóstico
Na primeira consulta é realizado um exame clínico e radiográfico detalhado. Desta forma é possível compreender a distribuição e a severidade da doença, para que se faça um correto diagnóstico e elabore o melhor plano de tratamento. - Tratamento não-cirúrgico
A primeira abordagem de tratamento é sempre não-cirúrgica, eliminando-se todos os depósitos bacterianos (placa bacteriana e tártaro) presos às superfícies dentárias e radiculares.
Também aqui se motiva e instrui o paciente sobre as técnicas corretas de higienização oral. - Reavaliação
A consulta de reavaliação é feita cerca de 2 meses após a primeira fase de tratamento. Permite avaliar a eficácia do tratamento realizado, bem como definir novas estratégias de atuação, quando necessário. - Manutenção
Depois de concluído o tratamento ativo, o paciente passa para uma fase de manutenção. As consultas de manutenção têm como objetivo reduzir a probabilidade de progressão da doença, através de um acompanhamento periódico, cuja frequência é adaptada a cada caso.